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O caso extremamente raro, chamado de superfecundação heteropaternal, aconteceu na Colômbia. Depois de um teste de paternidade, a família ficou a saber que os dois gémeos eram filhos de pais diferentes.    Segundo o canal russo RT, depois de ter compara...

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“Caso muito raro”. Cientistas identificam dois gémeos de pais diferentes

Publicado por: Redação
02/02/2021 17:44:23
Courtesy Pixaby
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O caso extremamente raro, chamado de superfecundação heteropaternal, aconteceu na Colômbia. Depois de um teste de paternidade, a família ficou a saber que os dois gémeos eram filhos de pais diferentes. 

 

Segundo o canal russo RT, depois de ter comparado o DNA dos dois gémeos com o do suposto pai, o Grupo de Genética de Populações e Identificação da Universidade Nacional da Colômbia (UNAL) notou que ambos são, na verdade, filhos de pais diferentes.

 

A análise começou em 2018, quando o alegado progenitor quis fazer um teste de paternidade por ter dúvidas relativamente aos bebés. Para isso, os especialistas basearam-se no painel do cromossoma Y, já que as duas crianças eram do sexo masculino.

 

“O cromossoma Y segrega-se apenas pela linha paterna, e fá-lo em bloco de uma geração para outra, nunca muda”, explica em comunicado Lilián Andrea Casas Vargas, investigadora do departamento de Biologia da universidade colombiana.

 

Por não mudarem, é esperado que os marcadores desse cromossoma sejam completamente idênticos ao do pai. Neste caso, só um dos gémeos teve um perfil genético coincidente, enquanto que no outro foram identificadas 14 de 17 não coincidências, o que corroborou a exclusão.

 

Confrontados com esta estranha situação, os cientistas decidiram repetir os testes. “As pessoas foram novamente chamadas, foram recolhidas outras amostras, fizeram-se os mesmos procedimentos e o caso foi confirmado”.

 

A universidade definiu este caso, que na ciência se chama de superfecundação heteropaternal, como um “fenómeno extremamente raro”, tendo sido até publicado, em dezembro passado, um relatório na Revista Biomédica del Instituto Nacional de Salud.

 

A equipa explicou que isto acontece quando “um segundo óvulo, libertado durante o mesmo período menstrual, é fertilizado por um espermatozoide de um homem diferente em relações sexuais separadas”.

 

Originalmente Publicado por: Planeta ZAP //

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